Os Pesquisadores medem impacto da aromaterapia

Equipe de jornalismo
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Os americanos gastam milhões de dólares por ano, com velas, incensos e óleos essenciais, que servem para melhorar o ânimo e trazer bem estar físico e mental. Mas será que isso realmente funciona?

De acordo com o Dr. Alan R. Hircsh, da Smell & Taste Treatment and Research Foundation, em Chicago, a maneira mais rápida de mudar o ânimo é através do cheiro.

Hircsh, juntamente com outros pesquisadores, estudaram aromaterapia durante 15 anos e concluíram que odores específicos podem mudar o ânimo e a conduta de uma pessoa. Esse processo depende do transporte das partículas odoríferas, no ar ou na água, e de uma reação mental complexa.

Pesquisadores do Monell Chemical Senses Center, em Philadélphia, dizem que existem mudanças fisiológicas, causadas pelos aromas, que podem ser medidas como: pressão sanguínea, temperatura do corpo e batimento cardíaco. Essas mudanças estão relacionadas com as emoções.

Eles também mostraram que os odores podem melhorar a memória e o aprendizado. Muitas de nossas lembranças mais marcantes estão associadas com algum tipo de aroma. Além disso, quando estudamos utilizando odores, nossa memória fica mais aguçada.

Porém, alguns aromas são tão sutis que não são registrados conscientemente em nosso cérebro. O nariz e o cérebro podem detectar mais de 10.000 odores diferentes. A questão que continua sendo estudada é porque alguns odores afetam as pessoas de maneiras diferentes dependendo do grau de crença na aromaterapia.

O que se sabe é que a aromaterapia é a crença de que óleos essenciais de várias flores causam um efeito terapêutico. Esses efeitos são mais fisiológicos do que físicos e, por isso, são mais difíceis de serem definidos e comprovados. Apesar disso, se a pessoa se sentir melhor com o uso da aromaterapia, então isso é um efeito real.