Mandala, a terapia do infinito
Em sânscrito, a palavra a palavra mandala significa círculo.

Círculos sempre foram figuras dotadas de significados místicos nas mais diversas civilizações. O formado redondo é encontrado na natureza e desperta uma idéia de infinito, de prolongamento. As mandalas, conhecidas também como círculos mágicos, sempre tiveram um lugar de destaque em rituais, independente de cultura e localização geográfica. Os adeptos da bruxaria usam o círculo como instrumental de magia, demarcando espaço sagrado.

É muito comum algumas linhas de bruxaria demarcar, com uma pemba - pequeno giz branco usado em rituais -, ou mesmo de forma fictícia, um círculo para se proteger de energias negativas e isolar o local. Também em quase todos os oráculos utiliza-se no círculo como forma de dispor os elementos e desvendar as mensagens do inconsciente e dos deuses. É o caso do tarô, runas, búzios e outros. Os bruxos afirmam que uma Mandala representa o Universo. No interior de sua forma geométrica abrigam-se as forças da natureza representadas num simbolismo perfeito. Daí, criar uma Mandala é uma forma de religação com Deus.


Jung descobriu que criar, fazer ou até mesmo sonhar com mandalas é parte natural do processo de individuação. Ele afirmava que com uma mandala, podemos trabalhar nossa própria alma, com nossos conflitos, ansiedade e paixões. Criamos um espaço sagrado, projetando todos os sentimentos. Ao expressar nossos conflitos interiores na forma simbólica, conseguimos colocá-los para fora de nós mesmos.

Alguns estudos mostram que os índios norte-americanos, em épocas remotas, traçavam mandalas na areia durante os rituais de cura. Os sacerdotes do Oriente Médio dançam em círculo no interior de um templo, também circular com altar localizado no centro da nave. Budistas contemplam mandalas para aprofundar os estados de meditação. Ou seja, o círculo está sempre presente nas nossas vidas, nos ligando com algo maior, remetendo nossa visão para um plano superior.

Muitos místicos utilizam as mandalas, das mais diferentes formas como terapia e harmonização interior. Confeccionam círculos com os mais diversos materiais como sementes, pedaços de espelho, cascas de árvores, panos, papéis coloridos. O que vale é se absorver da magia de formar um círculo mágico. O ato de confeccioná-las é visto por muito terapeutas como um jeito de acalmar a mente e organizar as idéias. Todo o material utilizado não é comprado. A maioria dos elementos são colhidos na natureza. A dica é se entregar ao Grande Universo e deixar que as coisas certas caiam em suas mãos, cultivando a confiança de que tudo está no lugar certo e na hora certa.

Alguns terapeutas indicam que o ideal é procurar um lugar tranqüilo, observando todo o material que se tem e selecionar o que vai usar. Depois, observe sua respiração e se entregue à figura, deixando o pensamento solto. A relação entre o centro e os elementos periféricos é fundamental para a harmonia geométrica da mandala. Passe a fazer esta terapia e verá como a vida se torna mais tranqüila, os insight passam a ser mais constantes, ajudando a resolver pequenos problemas, além de controlar a ansiedade. Assim, a paz passa a fazer parte de sua mente.


Retirado: http://www.oclick.com.br/colunas/toledo9.html